Pular para o conteúdo principal

Perdão! Um caminho difícil a ser percorrido! (Por Renato Vargens)



Outro dia ouvi uma história muito interessante ocorrida na guerra do Kosovo. Em 1999, três americanos foram capturados e ficaram reféns por mais de um mês. Após intensas negociações, os prisioneiros foram postos em liberdade. Roy Lloyd fazia parte da delegação que conseguiu a sua libertação, na ocasião declarou: “Os três soldados são muito religiosos. Um deles, Christopher Stone, não saiu de lá até que lhe fosse permitido ir ter com o soldado que serviu de seu guarda e orasse por ele."

Caro leitor, este soldado poderia ter saído daquela prisão com um enorme ódio por aqueles que o mantiveram em cárcere privado. Poderia também ter desenvolvido um significativo sentimento de vingança do tipo toma-lá-dá-cá, entretanto, movido pela compaixão ele abençoou aquele que o maltratara.

Por acaso você já deu conta de que como este rapaz somos chamados a abençoar aqueles que nos perseguem? De que forma você tem lidado com aqueles que lhe ofendem? Será que você é daqueles que dá um boi para não entrar numa briga e uma boiada para não sair dela?

Outro dia uma irmã em Cristo me falou: "- Eu sou difícil de brigar, mas se eu rodar a minha baiana gospel, ninguém me segura!"

Prezado amigo, Cristo nos chama a exercermos misericórdia e perdoar INCONDICIONALMENTE aqueles que nos ofendem, ainda que isto implique em lágrimas e dor. É o Senhor que nos ensina a oferecermos a face em detrimento as afrontas e agressões sofridas.

A palavra grega traduzida como "perdoar" significa literalmente cancelar ou remir. Significa a liberação ou cancelamento de uma obrigação e foi algumas vezes usada nas Escrituras no sentido de perdoar um débito financeiro.

E você? De que forma tem lidado com os que lhe machucaram a alma? Tem guardado ressentimento? Tem nutrido o coração com o veneno da mágoa? Como alguém bem disse, quem guarda ressentimentos, bebe veneno, esperando que o outro morra.

Pois é, o caminho do perdão não é fácil, todavia, sem passarmos por ele não nos é possivel desfrutarmos da paz que somente Cristo pode nos dar.

Pense nisso!

Renato Vargens

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

O que a Bíblia ensina sobre homossexualidade?

Quem acompanha a vida de pessoas homoafetivas cristãs conhece os sofrimentos lancinantes, as doenças psíquicas, as tentativas de suicídio que a nossa teologia homofóbica tem causado naqueles e naquelas que, apesar de toda exortação eclesiástica, internamento em clínicas de tratamento, processos disciplinares e "discipulares", e de toda pretensa pregação bíblica e rituais exorcistas, não conseguiram e não conseguem deixar de amar integralmente pessoas do mesmo sexo. Arrependemo-nos de ter participado por tanto tempo de práticas que acumulam fardos sobre pessoas sensíveis e que as jogam em guetos e situações de risco, sendo alvos constantes de violência simbólica e física ( Mt 23.4; Gl 6.2; Mc 9.42; Mt 11.30 ). Pedimos perdão a Deus e aos irmãos e irmãs ao reconhecer que possivelmente a nossa atitude atual tenha demorado mais tempo do que devia, talvez por uma tendência pecaminosa de conforto e de desobediência à Palavra de um Deus misericordioso que nos convida const...

[SLIDES] Palestra "Dependência Emocional"

Por quem Cristo morreu?

Em suas cartas, Paulo fala da morte de Cristo tanto de uma maneira particularista (por um grupo específico) quanto de uma maneira universalista (por um grupo indefinido, vago). Meu argumento é que esses textos apresentam elementos compatíveis com a teologia paulina da expiação. Os textos universalistas não impedem a possibilidade da expiação limitada em Paulo; antes, a complementam. Um olhar atento para esses textos em si revela que o sentido de “muitos”, “todos” e “mundo” não pode ser interpretado de forma simplista em cada ocasião como significando “todos sem exceção” ou “cada pessoa”. Minha análise revela quatro pontos importantes quando se considera a linguagem universalista em Paulo: Em primeiro lugar, embora Paulo possuísse o arsenal linguístico para declarar inequivocamente que não houve ninguém por quem Cristo não morreu, ele escolheu não usá-lo. Os termos “muitos”, “todos” e “mundo” permanecem indefinidos e vagos, dependentes de contexto para seus sentidos. Segundo, o...