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Mostrando postagens de dezembro, 2016

Precisamos falar sobre os “homeninos”

Ela era uma amiga cristã e solteira (só amiga, mesmo!), desabafando sobre sua frustração com homens imaturos. Foi casual, afinal esse tipo de desabafo é comum. Foi durante um café, e doeu! “Homens cristãos… eca.” Como um cara cristão, estudante universitário, não casado, sem emprego fixo e sem independência financeira, eu me contorcia de inquietação e insegurança. Ela não estava fazendo um ataque direto a mim; apenas fazendo uma reclamação geral para o universo. As palavras saíram de sua boca sem o menor esforço, como se ela já as houvesse dito um milhão de vezes antes, e eu não estava preparado para os adjetivos que seriam incluídos na conversa: “Imaturos”. “Infantis”. “Preguiçosos”. “Fracos”. “Patéticos”. Vejam só… “Homeninos”. De certa forma, o tom que nós usamos para falar sobre os jovens cristãos hoje seria evidentemente desrespeitoso em outros contextos. E, para constatar o óbvio, o que mais dói é quando isso vem das nossas equivalentes femininas e solteiras. Exist...
“O que há em um nome?”, reflete Julieta. “Isso que nós chamamos rosa, teria o mesmo cheiro doce com outro nome”. O sentimento da filha de Capuleto é certamente verdadeiro em algum nível. Mas o mesmo não pode ser dito do nome aplicado a Jesus em João 3.16. A identidade de Jesus como “Filho unigênito” de Deus tão docemente amplia a nossa compreensão deste versículo que, sem este nome, o evangelho perde sua fragrância. O Filho unigênito de Deus “Filho unigênito” descreve a relação filial de Jesus, como a segunda pessoa da Trindade, para com o Pai. Qual é a natureza dessa relação? A relação do Filho unigênito com Pai é eterna: “No princípio”, antes da encarnação, antes da criação, ele “estava com Deus” (João 1.1). A relação do Filho unigênito com o Pai é uma relação de igualdade: o Filho que existe eternamente com Deus “era Deus” (v. 1). A relação do Filho unigênito com Pai é única: ainda que Deus queira chamar muitos “filhos” para sua família através da adoção (João 1.12), o Fi...

O significado bíblico de “mundo” em João 3.16

Uma das guinadas mais surpreendentes de João 3.16 é que somos informados que Deus ama o mundo. Podemos ser tentados a pensar que há muitas coisas no mundo para Deus amar. Afinal de contas, como não admirar as paisagens urbanas e rurais, alta gastronomia e churrascos de quintal, sinfonias clássicas e música popular, pinturas renascentistas e rabiscos de jardim de infância? O mundo que conhecemos está repleto de texturas, desafios, oportunidades e alegrias. O problema é que tudo o que é bom, interessante e bonito no mundo está saturado de pecadores. Desde que Adão e Eva se rebelaram contra Deus no jardim, o mundo se tornou uma terra desolada. Não obstante quão maravilhoso o mundo pareça, ele não é digno do amor redentor de Deus. Entender como o mundo é indigno do amor de Deus é a chave para João 3.16. Só assim apreciaremos o presente inesperado que Deus dá. Este ponto foi bem estabelecido há muitos anos pelo estimado teólogo Benjamin Breckinridge Warfield. Em seu sermão “O incomen...

Uma carta aos meus filhos sobre pornografia

Meus queridos filhos, O olho contempla tanto o bem quanto o mal nesta vida. Olhar leva a tornar-se. O que nós continuamente colocamos diante de nossos olhos e mentes moldarão e determinarão quem somos. As imagens dizem ou a verdade ou a mentira, mas todas elas falam. Além disso, os nossos olhos naturais são coisas sensuais que não são satisfeitas facilmente (1João 2.16). Um olhar lascivo pode nos mudar. Um olhar pode alimentar o monstro interior de modo a erguer a sua cabeça feia à procura de mais. “Alimente-me”, diz ele. Seu apetite é feroz e insatisfeito. Um olhar conduz a outro, e, em seguida, a muitos outros mais. Tal é o reino do desejo sexual — um mundo de pornografia leve e livre — e dos segredos contidos em navegadores de internet. O que vocês veem, meninos, vocês se tornam. Se vocês fervem o seu chá por muito tempo, ele fica amargo. Assim, se vocês se sentarem e se encharcarem de fantasias pornográficas, sua vida terá um sabor amargo. A princípio, os sabores pod...

“Se tua mão direita te faz tropeçar” – 10 reflexões bíblicas sobre masturbação

A intimidade sexual dentro do casamento é um belo presente de Deus. Ela é um veículo de divertimento e paixão, e promove intimidade com seu cônjuge, proporcionando um contexto único para dar e receber amor. Mas, como todas boas dádivas de Deus (1 Timóteo 4.4), o diabo procura “matar, roubar e destruir” (João 10.10). Suas deturpações são profundamente danosas, e as cicatrizes podem ser permanentes. Como pai, anseio que meus filhos desfrutem do vínculo do casamento sem o peso de pecados sexuais passados. Apesar de líder eclesiástico e professor de faculdade e seminário, sei bem como as pessoas raramente mantêm a pureza. Glorifique a Deus em seu corpo Honrar a Deus com nossos corpos deve ser a busca de todo crente. Como Paulo declara em 1 Coríntios 6.19-20, “Acaso, não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que está em vós, o qual tendes da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por preço. Agora, pois, glorificai a Deus no voss...

O Custo do Discipulado II – (Jonas Madureira)

Na primeira mensagem, falamos do custo do discipulado como o ato de seguir a Jesus. Agora, vamos tratar sobre o custo de ensinar os outros a seguirem a Jesus. Quero falar sobre três evidências das marcas de que estamos conscientes do custo que nos é exigido ao ensinarmos outros a seguirem a Jesus. O texto de Atos fala sobre Pedro sendo perseguido por causa de Cristo. Este trecho contrasta com o relato de Marcos quando Jesus diz que Pedro o negaria. Pedro, cheio de si, afirma que Jesus devia estar enganado. A primeira reação de uma pessoa que não conhece a si mesmo é que ela é capaz de confiar mais em si mesmo do que em Deus. Ela não consegue suspeitar de si mesmo, então duvida até de Deus. Pedro tem falta de consciência do custo do discipulado, prometendo coisas que não é capaz de cumprir. E ele certamente se encontra depois com a dolorida realidade da sua autoenganação ao negar a Cristo. Porém, deve-se ir até o fim desta dor da insuficiência para sairmos da multidão anônima...

O Custo do Discipulado I – (Jonas Madureira)

O que é custo?  Quando falamos sobre “custo”, pressupomos que se trata de uma reflexão de uma decisão que precisamos tomar na vida. Nós precisamos refletir sobre nossas decisões espirituais, pois elas terão consequências futuras. Assim, o custo não diz respeito só a coisas materiais, mas também com relação com Deus O que é discipulado?  Podemos falar de dois sentidos: (1) o ato de seguir Jesus e (2) o ato de ajudar outros a seguirem Jesus. Porém, pessoas que não seguem Jesus não podem ajudar outros a seguirem a Jesus. Há custo tanto para seguir a Jesus quanto para ajudar outros a seguirem a Jesus. Nesta mensagem, desejo trabalhar o primeiro sentido através do texto de Lucas 14.25-35: Lucas 14.25-35: 25 Grandes multidões o acompanhavam, e ele, voltando-se, lhes disse: 26 Se alguém vem a mim e não aborrece a seu pai, e mãe, e mulher, e filhos, e irmãos, e irmãs e ainda a sua própria vida, não pode ser meu discípulo. 27 E qualquer que não tomar a sua cruz...