Salmos 150:
1 Louvai ao SENHOR. Louvai a Deus no seu santuário; louvai-o no firmamento do seu poder.
2 Louvai-o pelos seus atos poderosos; louvai-o conforme a excelência da sua grandeza.
3 Louvai-o com o som de trombeta; louvai-o com o saltério e a harpa.
4 Louvai-o com o tamborim e a dança, louvai-o com instrumentos de cordas e com órgãos.
5 Louvai-o com os címbalos sonoros; louvai-o com címbalos altissonantes.
6 Tudo quanto tem fôlego louve ao Senhor. Louvai ao Senhor.
Objetivo:
Breve sobre História da música na igreja.
Categorizando religiosamente os tipos de músicas que temos.
Definir o que é Mundanismo e Secularização.
Qual a situação da música cristã?
A secularização da música Gospel.
A discussão sobre instrumentos e ritmos que podemos usar na igreja.
Tipos de Músicas que temos hoje na igreja.
Análise de caso.
O que considero mundano?
músicas Gospel’s
Considerações Iniciais:
Tivemos aqui mesmo, em outro momento, trazendo o tema: “Falsa adoração - Quando o homem se torna o centro do culto”. Pois bem, hoje poderíamos dizer que traremos uma segunda parte daquele primeiro momento. Se lá tratamos de forma mais ampla a questão da Adoração em si, agora trataremos de uma das formas que temos de adorar o nosso Deus, que é a Música.
Introdução:
Entre as coisas que podemos considerar universais, presente nas mais diversas pessoas e culturas ao redor do mundo, está a MÚSICA, tal como a perspectiva religiosa e conceitos sociais normativos (mesmo que divergentes em microanálise). Sendo a música uma das coisas mais belas e interessantes de ser vislumbrada e analisada.
Embora haja diferença entre ritmos, melodias, escalas, instrumentos, etc. a música está presente em todos os quinhões da terras, talvez por ser anterior a própria terra. A bíblia nos mostra que os seres celestiais continuamente louvam a Deus (Jó 38:4-7), ou ainda nos leva a entender que o Inimigo de nossas almas tinha relação com o louvor no Céu antes de sua queda (Ezequiel 28:13-15).
Diante disso, e tendo lido o Sl 150.6, que nos convoca a louvar a Deus, se faz necessários trazer uma breve abordagem sobre a música cristã.
Breve sobre a História da Música na igreja:
Categorizando Religiosamente:
Exemplos que podem apontar claramente a diferença entre mundano e secular são os texto de 1 Jo 2.15-17, onde vemos a declaração de ñão ameis o mundo nem o que nele há, mostrando o mundanismo (concupiscência dos olhos, da carne e soberba da vida), no entanto nos é licito cuidar das coisas de nosso tempo, de nosso dia-a-dia, como explica Paulo em 1 Co 7. 25-35, quando da concelhos aos casados cuidarem das coisas desse mundo visando o bem de seus cônjuges.
Mundanismo e Secularização:
Em qualquer bom dialogo, é que as partes saibam o que significa para cada um os termos que serão usado. Sendo assim cabe definirmos o que será tratado como mundanismo e o que será tido como secularização.
Nota:
Em nossos dias há cantores seculares que trazem belas músicas sem afrontar a Deus, sem falar nos casos em que eles falam das coisas de Deus com maior maestria que muitos Evangélicos. Assim como há cantores “Gospel”, que distorcem o que Deus realmente ensina em sua Palavra.
Qual a situação da Música Cristã?
Podemos então concluir que não há um mundanismo, propriamente dito, na música evangélica, no que tange as letras.
Há sim uma secularização, em alguns casos danosa, que se dá PELAS TEMÁTICAS QUE TÊM SIDO ABORDADAS, ou ainda pior pela RELEVÂNCIA QUE DAMOS A ALGUNS TEMAS. Existem pelo menos duas razões principais para isso:
1. Como falamos na palestra anterior, o foco agora, muitas vezes, não é mais o Senhor, o único digno de louvo e adoração, agora prevalecem tem não só temáticas humanas, onde se tentar produzir uma certa auto-ajuda, questão que agradem ou entretenham as pessoas...
2. Temos convivido com inúmeras situações onde as músicas nada tem haver com o que a palavra diz, torcem trechos, acrescentam outros ou ainda inserem heresias no meio cristão.
A secularização da Música Gospel:
Os temas evoluíram em conformidade a necessidades humanas, enquanto antes o homem era colocado em desvalorização total, mesmo os convertidos, hoje o homem tem se tornado, quando não o centro, o foco de tudo que é feito. Por isso tanta músicalidade com Autoajuda embutida. (Ex.: Campeão – Jamille)
Há também diversos instrumentos que estão sendo usados, inclusive alguns que remetem a cultos Afro.
Outro ponto sobre a música na igreja que acompanhou os tempos, assim como os instrumentos, foram os ritmos, que muitas vezes, secularmente estavam ligados as mais diversas práticas mundanas. Não obstante disso tem surgido danças em nosso meio, que cada vez mais se assemelham as mundanas.
Que Instrumentos podemos usar na igreja?
Que Ritmos podemos usar na igreja?
Tipos de Música que temos na igreja?
*O que, a Priore, esta música trás de edificante além da narrativa da vitória de Israel?
Lembrar da música a alegria está no coração, que depois desse trecho cita o Sl 18.29 (pisar em tropas saltar muralhas), lembre Carlos Queiroz
** Lembrar que ela, se fosse um texto bíblico, não entraria no cânon, pois há uma historia na mitologia grega das Irmãs Moiras.
*** Não confundir com antropocêntricas, são apenas relativas ao homem e seu viver.
Se fala as vezes em um quarto tipo de música que é a de Entretenimento, mas não vejo a possibilidade de executar uma música no culto com a simples finalidade de ser algo assim.
Análise de caso – O que considero mundano?
Titãs – Igreja
Eu não gosto de padre / Eu não gosto de madre / Eu não gosto de frei. / Eu não gosto de bispo / Eu não gosto de Cristo / Eu não digo amém. Eu não monto presépio / Eu não gosto do vigário / Nem da missa das seis. / Eu não gosto do terço / Eu não gosto do berço / De Jesus de Belém. Eu não gosto do papa / Eu não creio na graça / Do milagre de Deus. / Eu não gosto da igreja / Eu não entro na igreja / Não tenho religião.
NEGAR A O SENHOR E A FÉ
Análise de caso – O que considero mundano?
1. Renato Russo – Índios (§6)
Quem me dera, ao menos uma vez, / Entender como um só Deus ao mesmo tempo é três / E esse mesmo Deus foi morto por vocês / É só maldade então, deixar um Deus tão triste.
NEGA-SE A RECONHECER O SACRIFICIO DE DEUS
2. Renato Russo – Faroeste Caboclo (§1)
Não tinha medo o tal João de Santo Cristo / Era o que todos diziam quando ele se perdeu/ Deixou pra trás todo o marasmo da fazenda Só pra sentir no seu sangue o ódio que Jesus lhe deu
SUBLINARMENTE NARRAM ZOMBANDO DAS COISAS DO SENHOR
Análise de caso – O que considero mundano?
Raul Seixas – Cowboy Fora da Lei
Oh, coitado, foi tão cedo / Deus me livre, eu tenho medo / Morrer dependurado numa cruz
ZOMBAM DO SENHOR OU DE CRISTO.
Análise de caso – O que considero mundano?
Os que citei até aqui são afrontas diretas a fé, mas hoje temos afrontas mais veladas ainda ao comportamento cristão. As maiores temáticas que vemos nos nossos dias estão ligados a:
Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo.
E o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre.
1 João 2:16,17
Músicas Gospel’s:
Chegamos as análise de caso...
Bem, pretendo tratar as música com base nos questionamentos que já ouvi sobre elas e veremos o que mais surgirá agora.
Vamos levar em consideração a “licença poética”, mas sem jamais deixar de mirar o que diz a palavra de Deus.
Divisa de Fogo – Pé de Fogo:
Agora sim um erro, na realidade Três:
1. Menos grave: Elias arrebatado na carruagem de fogo. Veja o texto:
2Rs 2:11, indo eles caminhando e conversando, eis que um carro de fogo, com cavalos de fogo, os separou um do outro; Elias subiu ao céu num redemoinho.
2. Confunde Jesus com Miguel.
No coro descreve Jesus até aparecer a figura de Miguel.
3. Ênfase exagerada no Anjo.
Divisa de fogo varão de guerra... Precisa dizer mais?
Diante do Trono – Vitória na Cruz:
Algumas perguntas:
Houve festa no inferno pela morte de Jesus?
O diabo está ou estava no inferno?
Jesus foi ao inferno?
Resposta única NÃO
Este pensamento de Jesus ter ido ao inferno encontra-se no apócrifo “Livro de São Bartolomeu”.
Trecho do livro:
Muito provavelmente baseados em um apócrifo se criou esta crença Livro de Bartolomeu, onde é narrada uma descida de jesus ao tártaro e ao inferno, bem como o resgate de Adão de lá.
Damares - Alto Preço:
Fere as doutrinas soterológicas mais aceitas no meio evangélico (Calvinismo e Arminianismo).
Coloca o homem atuando com sua obra na salvação.
Insinua condição ao homem de pagar pelo seu pecado.
Inutiliza, ou mesmo descredencia, o sacrifício vicário de Cristo, dado o sacrifio do homem.
Põe a santidade como causa da salvação sendo que ela é efeito na vida que foi salva.
Como fica Ef 2.8-10?
8 Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus.
9 Não vem das obras, para que ninguém se glorie.
10 Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas.
Ou ainda como fica I Co 1.29-31
29 Para que nenhuma carne se glorie perante Ele.
30 Mas vós sois dele, em Jesus Cristo, o qual para nós foi feito por Deus sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção;
31 Para que, como está escrito: Aquele que se gloria, glorie-se no SENHOR.
Findo Citando Fp 2.13 – Deus é quem opera em vós tanto o querer como o Efetuar.
Cura-me – Fernanda Brum:
Cristão que vive escondendo amarguras precisa se converter, mas o problema esta na forte inclinação da música a temática “CURA INTERIOR”, amplamente proposta pelos primeiros movimentos em células, modelo que própria Fernanda Brum faz parte, com base nisso era usado o argumento de:
“ Você não está sendo abençoado por que tem alguma coisa no seu passado a ser resolvida”.
Dito isso é usado de regressão para tentar sanar o problema, não que a música deixe isso plenamente claro, mas a fonte já a compromete, mesmo sem a atenção aos mínimos detalhes.
Raridade, Anderson Freire:
1. A música é antropocêntrica.
Temos que trabalhar um pouco a perspectiva do Antropocêntrico e do Antrópico.
Não é pecado falar do homem, neste caso apontando para o agir de Deus em um salvo que tem um valor em Cristo. Lembrem como trata Hb 11.38, aos heróis da Fé.
Finda que o ser louvado não é o homem, este está sendo motivado, encorajado.
Os princípios apontados na música levam a adorar a Deus, vendo Seu agir na vida de um irmão
2. Banaliza o pecado.
Não há na música a intenção de ser um tratado teológico, ainda mais tendo só 5 min, não vejo orientação ao pecado, apenas a indicação final de uma verdade trabalhada por Paulo. (Rm 8.1)
3. A questão do Imago Dei.
A música não pretende dizer que somos a imagem perfeita de Deus, mas que somos como um espelho refletindo a gloria de Deus em nossas vidas, espelho não transmitem imagens inteiras.
4. A Música foi feita para vender, logo não tem público definido, o que a tornar um absurdo na mão de não convertido.
Não conheço o coração do autor, músicas são meio que “domínios públicos”, penso que em mente o autor tinha um novo convertido, muitas vezes carentes de apoio e motivação.
Res 1.
Não nego que o tema central seja o homem, mas não se pode negar que ele esteja subjugado a condição de salvo, que tem em si o ES e pessoas assim estão cada vez em menor numero, proporcional;
Res 2.
Lembrar o caso Rm 8.1.
Res 3.
Revelação progressiva Relação entre Hb 10.1 (lei como sombra) e 1 Co 13.12 (graça como espelho)
Ler 2 Co 3.18
Não Morrerei – Marquinhos Gomes:
Não vou ré-abordar a questão antropocentrismo, pois esta pra mim é mais uma música que trata do homem. Então vamos seguir para outros pontos:
1. Triunfalismo.
Sim, triunfalismo é um problema, bem como a teologia da prosperidade, no entanto, não podemos em nome de um combate a estas doutrinas, criarmos uma cultura derrotista e nem muito menos desenvolver uma teologia da miséria, TEMPERANÇA é parte do fruto do Espírito Santo.
2. O que diz Hb 11.13, quando afirma que aqueles homens citados teriam morrido sem alcançar a promessa.
Gosto muito da versão King James, veja como está lá:
Hebreus: 11. 13. Todos esses viveram pela fé, e morreram sem ter recebido O QUE havia sido prometido; contudo, VIRAM-NO de longe e à distância o saudaram, reconhecendo que eram estrangeiros e peregrinos sobre a terra.
Olha pra mim - Trazendo a Arca:
Individualismo ao dizer não importa a multidão e o desejo maior que seria o “Olha Pra mim”.
Isso é apenas uma questão de boa vontade e perspectiva, se imagine como Bartimeu, gritando e a multidão mandando você se calar... Você se importaria com a multidão?
Insinua que o olhar do Senhor estaria ligado a nossas ações, ou seja a participação de nossas obra em algo.
Não ignoro a necessidade do clamor, não que Deus precise, mas agrada ao Senhor ver seu povo buscando em oração, creio que todos nós temos um momento de clamor mais intenção em meio as lutas, ou mesmo por em algum momento nos sentirmos sozinhos e por isso, pedirmos a atenção de Deus, mesmo que saibamos que ele sempre está atento
Vi uma Crítica a essa música, por esse dias.
Alegações – A música mostra um individualismo ao dizer não importa a multidão e expressar o Olha Pra mim.
Também estaria fitada na ação humana quando insinua que o que chama a atenção de Cristo é a nossa ação. Focando novamente na necessidade de atenção de Deus.
Isso sem contar as criticas que ouvi e li estes dias sobre o hino 5 da Harpa. (Deus Velará por ti)
Também dos Hinos 02 e 36, por falarem de Saudade do que não conhecemos.
196 por que sugeri uma mudança de nome de Saulo para Paulo
196 – ver At 13.9
Ninguém explica Deus – Preto no Branco:
Nada é igual ao Seu redor Tudo se faz no Seu olhar Todo o universo se formou no Seu falar Teologia pra explicar ou big bang pra disfarçar Pode alguém até duvidar sei que há um Deus a me guardar E eu tão pequeno e frágil querendo Sua atenção No silêncio encontro resposta certa então Dono de toda ciência, sabedoria e poder Oh dá-me de beber da água da fonte da vida Antes que o haja houvesse Ele já era Deus Se revelou ao seus
DO CRENTE AO ATEU NINGUÉM EXPLICA DEUS Ninguém explica Ninguém explica Deus Ninguém explica Ninguém explica Deus E se duvida ou se acredita Ninguém explica Ninguém explica Deus c
Quem sou eu – Vitorino Silva:
Quem sou eu
Pra merecer tão puro amor
Quem sou eu
Pra ser a imagem do meu Deus
Quem sou eu
Pra ter a mão que me segura
Sou tão pobre criatura
Que nem mesmo sei quem sou
Mas Tu Jesus
Tu me fizestes entender
Que para Ti sou precioso
Que para Ti tenho valor
Tu és poder,Tu és virtude e beleza
TU ÉS A PRÓPRIA NATUREZA
Tu és consolo, Tu és amor
Quem sou eu
Pra merecer uma coroa
Quem sou eu
Pra ser na vida um vencedor
Ah! quem sou eu
Para clamar e ser ouvido
E através do meu gemido
Mover a mão de um Rei Senhor
...Tu és Senhor
O problema do panteísmo.
Conclusão:
Devemos entender que as música tem duas caraterística primordiais: Causar uma Impressão e Possibilitar uma Expressão. Ela em si já traz bastante margem para impressão, com seus sons e ritmos, assim como boas letras podem nos conduzir a boas reflexões e conclusões.
Música, no entanto, ainda é algo da arte, muito ligada ao sentimento e por melhor expressão que promova, não está posta para ser um tratado teológico, nem mesmo pregações de horas as vezes conseguem isso.
Contudo isso não dá o direito de abusar da licença poética e esbanjar erros, por isso com zelo e amor devemos, mais que nunca, ouvir de tudo e reter só o que é bom, bem como transmitir.
Impressão – tornar as pessoas mais sensíveis, a atmosfera mais favorável.
Expressão – Apontar algo que cremos, revelar nosso credo
Galdino Alexandre, Formado em Teologia pela Instituição IFETE, Psicopedagogia pela Faculdade RATIO, e pós graduado em Psicopedagogia Clinica e Institucional.
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